Voltamos hoje às memórias de Vida que vi, vivi e fixei num tempo em que a fé ainda movia as vontades de estar ali e fazer os sacrifício que fosse necessário para que tudo fosse como manda a tradição e a luz não se extinguisse
na Lavandeira, e na procissão do senhor dos Passos
onde os meus alunos, de um ano especial, o meu primeiro ano em que lecionei, se empenhavam com o espirito escuteiro para que tudo corresse bem,
e a fé que se sentia, como podemos agora rever, como um estado de promessa que segurasse o mundo e sem el seria o caos!
e neste deambular, encontrava a cumplicidade dos olhares com que estávamos a descobrir mundos comuns na escola, e aqui os encontrei num cenário de tradição natural
o cumprimento de promessas sobre o gado e pago em grão, que o cavalo transporta na albarda, e passa na porta aberta da igreja
e, em baixo, um momento da procissão do dia de Santa Eufémia
são momento que merecem um olhar de homenagem por existirem e nos recordarem a vida que foi e é parte de um tempo comum e com o qual podemos ver agora como era, porque foram assim mesmo.
LRC